sábado, 12 de março de 2011

Homem de Abril

Volta, ó tu de Abril,
porque eu hoje,
fútil, febril,
não te sei mais escrever.
Volta, vem ver.
Vem vendado,
que não há pecado,
mas país mudado, parado,
que custa a crer,
faz tremer!
E eu assustado, gelado,
não te sei mais escrever.

Foste capitão,
soldado, escravo,
deste a mão,
 país virado.

Embrulhaste o coração,
num cravo, armado,
foste nação,
bravo, amado.


Gonçalo Coimbra

para ti, Capitão Salgueiro Maia, onde quer que estejas. 

Por ti

Por ti,
dava-me a mim.
Por ti,
pedia esmola aos pobres
e abraçava o meu inimigo.

Por ti,
arrancava os meus olhos,
para não te ver chorar.
e os meu ouvidos,
para não te ouvir chorar.

Por ti,
bebia do meu sangue,
para te dar a minha água.
Por ti,
morria ..
E por ti, não morria para te amar,
nem que só, mais um dia.



Gonçalo Coimbra       

domingo, 6 de março de 2011

Assim é o amor
Fina e leve graça,

Luz divina e eterna
Raio de sol que nos abraça
Tão puro que consterna,
Assim é o amor

Lágrima ingrata, canção inacabada
Silêncio gélido que corrói a alma
Dura e fria espada
Grito interior, natureza revoltada
Assim é o amor

Brisa doce, livro aberto
Paz de espírito, olhar profundo
Mira tão longe e tão perto,
Resumindo a vida num segundo
Assim é o amor

Matéria infindável, que ri e que chora
Doce tormento, misteriosa alegria
Que nos beija e vai embora
Tão quente e tão fria
Assim é o amor.

Joana Maia
10ºH

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Meu Auto-retrato


         Nasci a 24 de Julho de 1995. Sou Jovem. Tenho problemas, sonhos, defeitos, esperanças, muita ingenuidade e muito amor, sou um rapaz normal.
         Dizem-me que sou tolo, mas apenas vejo em mim um pouco de inocência nas atitudes e comportamentos. Os meus pais dizem-me que sou malandro por não querer fazer nada e não estudar, mas que posso fazer, ninguém é perfeito e então relativamente à escola sou mais- que-imperfeito. Desde há alguns anos que os meus professores me acusam, também, da doença da preguicite, pois dizem que tenho capacidade para muito mais, o problema é que quando chego a casa a minha capacidade é grande para tudo menos para estudar. Oiço o que os professores dão nas aulas e vou sobrevivendo com o saber de ouvido, é claro que sei que isso não vai contribuir para o meu crescimento e sucesso, muito menos para garantir um bom futuro.
         Sou um ser muito ingénuo. Dou sempre muita confiança a tudo e a todos e depois… recebo as consequências ,só vejo bondade e amor em toda a gente. Só quero paz, sossego e amor entre todos. O meu principal sonho era ser pai de pelo menos duas crianças maravilhosas e sem doenças e que tivesse uma mulher verdadeira para passar e partilhar a minha vida cheia de bons momentos, boas discussões como todos os casais. E que tudo acabasse apenas na ternura, na felicidade com muita paixão e muito amor.
Sou um sonhador, um triste apaixonado. Gosto de amar as minhas amigas, amigos, dormir, estar deitado, Coca-Cola, não me mexer, computador, diversão, lar- doce- lar, conforto, bondade, animação, inocência, parvoíce, teimosia, ingenuidade, infelicidade e muita felicidade -  são algumas das virtudes e defeitos com que me identifico.
         Sou como sou e não  pretendo mudar para satisfazer ninguém e sinto-me feliz assim. Se pudesse, apenas mudava uma coisa em mim. Gostaria de aprender a dar mais valor a muitas coisas da vida. Aos meus pais e à minha família.
 Vejo quão a vida é difícil e  quanto é dura a vida adulta. É importante ter valores morais. Mas também penso que com o tempo e quanto  mais crescer e amadurecer, vou aprender a fazê-lo. Este sou eu, Bruno Frederico Marques Sacramento e tenho orgulho em mim e em ser tal como eu sou, até no meu nome “Frederico”, na minha constante alegria que penso chegar a ser invejável porque mesmo que às vezes esteja triste, tento sempre mostrar o meu sorriso… e hei-de deixar de falar à sopinha de massa !

Bruno Sacramento 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Auto-retrato


Quem sou eu?
            Juro que não sei quem sou. Sei que não sou o que quero ser. Como poderia? Eu tão perfeito e imperfeito. Nem asas quero para voar, apenas a minha caneta e o mais medíocre pedaço de papel. A eloquência dos meus livros, a minha escrita elementar, a minha doce, doce ignorância. Que bom ser ignorante e querer saber tudo e não saber nada. Mas eu procuro!                      
            Pessoa disse repleto de razão "A literatura é a melhor prova de que a vida não chega", sublinho não chega. Mergulhei na literatura e vivo cansado, ofegante, quase afogado numa loucura, delirante. Vivo entre as vírgulas, não quero sair. Não vou sair. Que bom ser ignorante e que *merda* ter de pensar no meu morrer, no meu miserável fim. Vida injusta, traiçoeira. Deus cobarde que nem me fala. Medo? Não tenho, mas não quero morrer. Quero ser personagem e viver num livro toda a eternidade.    
            Não sou o que quero ser. Sou o que fui pintando, sem saber pintar "e só com o saber invisível dos dedos se pode alcançar o quadro infinito dos sonhos", disse o 'meu' Saramago. Quero pintar esse quadro, aliás sou para pintá-lo, será o meu desejo, talvez o único. Terei eu esse saber? Não sei, é invisível. Terei de procurar. (é invisível, eu sei, e depois? Eu vou pintar o quadro e tu não).   
            "Amo a terra, a vida e as mulheres", escrevi eu num poema no fervor da minha adolescência. Amarei sempre pois é disso que a minha caneta vive. Este sou (talvez) eu. Escritor, leitor. Amante da vida. Poeta do meu ser.



Gonçalo Coimbra 

Autobiografia


            Na verdade não é fácil para um adolescente contar a sua vida, pois para além de breve, ainda não conhecemos a vida, falta-nos a experiência e é agora que a começamos a ganhar.
            As primeiras recordações de que me consigo lembrar são referentes à partida do meu pai, quando eu tinha apenas quatro anos. Fisicamente não partiu para longe. Afectivamente nunca mais voltou. Volta às vezes, quando se lembra. É algo de que me recordo com relativa facilidade, lembro-me do carro, o meu lugar era no banco de trás à direita. Em casa discutiam à volta da mesa, uma simples mesa e desse dia deve ser a minha recordação mais viva, a sua tonalidade, um castanho escuro, uma mesa imponente, a mesa. Devo ter sorte, pois acho que esta separação dos meus pais não me afectou tanto quanto possa parecer, pelo contrário fez-me crescer e ver, nada dura para sempre.
            A minha primária foi uma fase simples da minha vida. Aprendi as coisas elementares, mas fiz também o meu melhor amigo de sempre, daqueles que são para a vida. Depois no quinto ano tenho a sensação de ter mudado, era ainda inocente, não sentia pressões, limitava-me a responder aos meus mais sinceros gostos, fazia o que sentia, e não o que tinha pensado fazer. Esta fase durou até ao sétimo ano, quando entrei para a Escola Secundária Quinta das Flores. Aqui começo a entrar na adolescência e há um ponto de viragem da minha vida. Não sou mais inocente, nesse ano vivi o meu primeiro amor, o primeiro beijo e mais uma vez fiz amizades que com certeza irão durar por longos anos. Do sétimo ao nono ano cresci mais do que nunca, defini-me, tornei-me no que sou agora. Foram até agora os melhores anos da minha vida, e o melhor sem dúvida o nono, em que posso até mesmo afirmar que para um adolescente vivi tudo, até aquilo que nenhum adolescente deve viver. Cometi erros, muitos erros e esses mesmos erros os voltarei a cometer, mas também ganhei e dei a volta por cima. Era sempre tudo tão incerto e ainda é.
            Quando o meu pai adoeceu, fiz um poema, dos primeiros. E a partir daí em vez de chorar, agarrava-me ao papel. Hoje quero chorar e não consigo. Coisas da vida. Felizmente o meu pai, depois de muito sofrimento, conseguiu ultrapassar.            Apesar de tudo, de ele nunca vou conseguir partir, nem às vezes.
            Num passado mais recente, já no décimo ano gostava de destacar o meu desempenho escolar, pois de resto nada é como no nono, tenho saudades  muitas.Tenho saudades de momentos que não vivi, quero voltar para trás amanhã.
            (Nasci no dia 17 de Janeiro de 1995, pelas 22 horas).

Gonçalo Coimbra
nº14
10ºH


Página de um diário


            Coimbra, 14 de Março de 2010
            Quando acordei de manhã reparei que estava ansioso, uma ansiedade inquieta que me causava dificuldades em respirar. Ofegante e cansado logo pela manhã. Podia dizer-se que sofri por antecipação.
            Era um dia primaveril, talvez banal como tantos outros. O sol brilhava, mas não era aconchegante, pois corria ainda uma desagradável brisa de Inverno, que no entanto não afrontava a possibilidade de um passeio pela margem do rio. Lá, o reflexo do sol trazido pela tal brisa aquecia os corações mais desligados da vida afectuosa. E àqueles que como eu, acreditavam no amor, trazia um sorriso parvo, ingénuo, mas verdadeiro.         
            Não havia qualquer pressa, a ansiedade era agora dominada pela incapacidade de dizer coisas acertadas e talvez o silêncio procurasse apenas as palavras que dizemos com os olhos, essas, as mais sinceras. Tinha-se tornado claro. O dia 14 de Março não era um dia banal. O tempo não voava. Nós é que voávamos com o tempo.
            A rapariga que caminhava ao meu lado desfrutava de uma aparente calma que eu invejava, era confiante tal como o seu sorriso tão seguro e inigualável. Tagarelava bastante acerca de tudo e tinha resposta para tudo. A minha ansiedade derivava não só do propósito do nosso passeio pela margem, mas também da misteriosa personalidade daquela rapariga. De facto, penso que seria mesmo impossível exprimir em palavras, tal como a sua beleza, o seu rosto, as suas mãos, os seus olhos. Talvez o meu sorriso dissesse mais do que as palavras poderiam dizer.
            Quando fiz a pergunta olhava-a fixamente nos olhos, tanto que nem ouvi a resposta à primeira. Nem precisava. Aquela rapariga gritava com os olhos a resposta e após o beijo, olhei-a de novo naqueles olhos tão castanhos, tão simples, tão meus.

            Gonçalo Coimbra, Janeiro de 2011
            Nº14
            10ºH 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MEMÓRIA DE INFÂNCIA

   Quando era pequena, lembro-me que a minha tia Paula me disse algo que ficou e ficará para sempre registado na minha memória. Disse-me: “ Podes não acreditar, mas antes de tu nasceres eu já sabia exactamente como ias ser”.
            Sempre mantive com a minha tia uma relação muito especial e de grande cumplicidade e proximidade. Um dos factores que contribui para esta relação assim tão especial é o facto de vivermos no mesmo prédio, apenas a dois andares de distância.
Relembro agora que quando eu tinha apenas três anos, a minha tia Paula, a minha segunda mãe, adoeceu gravemente. A minha mãe explicou-me delicadamente e de forma simples que a sua doença era complicada e mais grave do que o considerado normal. Inevitavelmente comecei a chorar. “Vai correr tudo bem, minha querida! A tia vai ficar bem e vamos todos ajuda-la e tratar dela”.
 Nem as palavras reconfortantes da minha mãe me valeram. Posso dizer que o meu pequeno mundinho desabou. Perder a minha tia Paula seria como perder uma enorme parte da minha vida. A partir do momento em que soube da sua doença, tudo o que desejava era poder estar sempre ao seu lado. Lembro-me que ia para sua casa, sentava-me e contava-lhe histórias. Às vezes, cantava-lhe canções de embalar; outras vezes, apenas lhe dava a mão e adormecia no seu ombro. Entretanto, a minha tia deu entrada no hospital para ser operada. Ali permaneceu por vários dias, numa luta permanente. E eu…aguardei.
            Hoje posso afirmar que venceu a sua luta. É com tristeza que recordo o difícil período em que a minha tia esteve doente. Contudo, sinto-me feliz quando ainda hoje me diz: “És uma das razões pelas quais consegui ter força para vencer a minha doença”. Admiro-a por toda a sua coragem mas, acima de tudo, pela pessoa que é e pelo que representa na minha vida. Com ela aprendi a não baixar os braços e a lutar e não desistir daquilo em que acredito.

Joana Maia
10ºH

Autobiografia à minha maneira


  Tudo começou em 94, um ano aparentemente normal, mas que para mim foi excepcional, pois foi o ano do meu nascimento, em que vi a luz do sol pela primeira vez.
   Na altura, a televisão não tinha HD, nem tão pouco Blu-ray. Lembro-me dos meus primeiros cinco anos em que adorava ver desenhos animados e nem poderia imaginar que um dia iria trabalhar com um computador.
   Aos meus 6 anos, entrei para uma alegre escola primária amarela, perto de minha casa. Mesmo pequenina, apreciava tudo à minha volta. Como ia a pé para a escola, o meu olhar curioso estava sempre à espreita. A minha mãe já devia estar fatigada das minhas inocentes questões, mas como era a menina dos olhos dela, para ela o meu sorriso e o meu respirar chegava para me ouvir o dia todo sem reclamar!
   Cheguei aos meus 10 anos e tinha uma longa mudança pela frente, o ciclo! Entrei para uma escola agradável, porém aquele espaço, para mim, era um circo de gigantes, e eu era só uma pequena formiga na arena!
  Esta escola foi espectadora de todas as minhas dúvidas e mudanças. Lá encontrei bons amigos e passei bons momentos. Construí o meu carácter e aprendi a distinguir o bem do mal.
 Agora, com 16 anos, estou no secundário. Desta vez, isto não me parece um circo de gigantes, mas, por vezes, uma ‘República das bananas’, mas desculpo, a adolescência tem destas coisas.
  Nem tudo foi perfeito, pois nada é para sempre. Não mencionei os maus momentos, mas eles existiram e hão-de continuar a existir! Perdas de pessoas especiais, obstáculos difíceis e feridas por sarar fazem parte da minha biografia, mas, sobretudo, da pessoa que sou!
Daqui para a frente não sei o que me espera, mas este capítulo não acaba aqui. Daqui a uns tempos conto o seu fim e a sua passagem, até lá vivo um dia de cada vez!

                                                                         Helena Moniz
                                                                            Nº15  10ºH
                                                        


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Memórias


Tocar no céu
            Lembro-me de que quando era pequeno tocava no céu todos os domingos.
 Era tão fácil.
            Na verdade, não era assim tão pequeno, já percebia que os bebés não vinham das cegonhas e que o mundo era redondo e não caíamos devido à força da gravidade, algo que eu gostava de mostrar que sabia. Ainda que, constantemente, perguntasse à minha mãe: "Mãe, se as pessoas vão para o céu, qual será o tamanho da escada?".
            Todos os domingos, eu e a minha mãe costumávamos ir até à Figueira de comboio. Era um acontecimento, andar de comboio. Não resistia a fazer grandes maratonas pela carruagem fora. Todos os passageiros eram para mim alvo de uma boa conversa. Às vezes fingia ser o revisor, brincadeira à qual os passageiros colaboravam entregando-me o bilhete que eu devolvia de imediato. Dava-me um prazer que ninguém podia imaginar. Sentia-me importante. Quem dava em doido era o revisor que quase sempre dava uma reprimenda à minha mãe que com um ar de desdém respondia: "É ainda criança, sabe?", mas depois lá me advertia para não deixar o revisor sem o desejo de dever cumprido.
            Quando chegávamos, era costume caminharmos até à Gala. Eu preferia ir de Inverno, quando a praia era só nossa. Durante o caminho, o meu lado insaciável de jovem aprendiz da vida e do mundo sobressaía. Disparava contra a minha mãe com uma mão cheia de "porquês". Para mim havia um porquê para tudo e eu queria saber todos os porquês. Confesso que devia ser um pouco irritante, pois às vezes a resposta era tão banal como complexa. Apesar disso, os olhos da minha mãe brilhavam e tal como o revisor, também ela sentia essa sensação de dever cumprido.   
            Ao avistarmos a praia eu corria desalmado até à beira-mar. Sentava-me e recuperava  o fôlego, enquanto a minha mãe logo atrás de mim permanecia em pé, de braços cruzados, talvez ela reflectisse perdida em pensamentos.  O seu olhar era profundo, frio e sincero. Às vezes parecia que ia chorar, mas nunca o fazia. Eu gostava de bater palmas cada vez que uma onda rebentava e gritava muito alto. Era como se respondesse ao ruído do rebentar das ondas. Eu e o mar gritávamos durante infindáveis minutos.
Gostava também de correr em direcção ao mar e quando vinha uma onda corria para a minha mãe e agarrava-me à sua perna. Ela delicadamente colocava as suas mãos nos meus ombros e dizia num tom suave: "Não tenhas medo, é só o mar. Ele é maior que tu, mas sem ti, meu pequenino, ele não era tão grande assim." Eu não lhe largava a perna, tinha medo.
            Um dia às cavalitas da minha mãe levantei o meu dedo indicador e meio sobressaltado e agitado disse: "Mãe, mãe! Olha, estou a tocar no céu! Faz tu, faz tu! É fácil!" e ela respondeu-me docemente: "Quem diria que era tão fácil tocar no céu".
            E era assim em todos os domingos, eu tocava no céu. Bastava-me acreditar tal como aqueles que acreditam, eles alcançam sempre o seu céu. O meu era azul.

            Gonçalo Coimbra      
            Nº14

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Crónica
Eu…e a música

Relembro o dia em que me desafiaram a definir-me numa só palavra. Primeiro, achei que se tratava de uma tarefa demasiado complicada, não me ocorrendo nenhum nome, verbo, ou mesmo adjectivo suficientemente claro para me definir. De repente, surgiu a palavra perfeita: música.
Passo a explicar: para mim, a música não trata apenas de um conjunto de notas musicais organizadas de modo a formarem uma melodia. Música é inspiração, é criatividade, é liberdade. Sinto que a música representa, para mim, tanto como a água ou o ar. Presumo que, se ela não existisse, o mundo não faria sentido e me sentiria sufocada, vazia. Considero que tenho uma relação especial com a música. Se me pedirem para a definir, defini-la-ei como uma pessoa. Uma pessoa que conheço desde sempre. Alguém que nunca me desilude. Alguém que me ajuda a concentrar, a pensar, mas sobretudo, a tomar as decisões mais complicadas. É um elemento fulcral. Para mim, todas as músicas são diferentes e cada uma corresponde e adequa-se a um estado de espírito. É esse conjunto de estados de espírito que forma a música, tal como a defini anteriormente. A música acompanha-me sempre e é uma energia que me faz ter a capacidade de sonhar e de construir sentimentos de esperança. É uma companhia, uma amiga.
A música completa o nosso dia e está sempre presente. Por tudo isto, recomendo vivamente que todos retiremos pelo menos vinte minutos do nosso dia e os dediquemos inteiramente à música. Podemos acompanhá-la de uma dança, ou podemos simplesmente fechar os olhos e ficar a ouvir…e a reflectir. Porque, a meu ver, música…é vida.

Joana Maia
Nº19
10ºH

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Início

Todos nós entrámos agora num novo ano Lectivo! Nova turma, novos colegas, novos professores, nova escola...
Nós somos a turma H de Humanidades da escola secundária Quinta das Flores! Neste blogue, ao longo dos nossos três anos de curso, iremos publicar os nossos textos, os nossos devaneios,tudo!